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13 de Março - Trabalhadores da administração pública em luta

quinta-feira, 12 de março de 2015

Trabalhadores da administração pública em luta

Os trabalhadores da Administração Local e de toda a Administração Pública paralisam no próximo dia 13 de Março, em luta pelos salários, 35 horas de trabalho e direitos, exigindo o fim das políticas de destruição dos serviços públicos, do empobrecimento geral da população e do assalto à Administração Local:
  • Condenamos a manutenção, pelo quarto ano consecutivo, dos cortes nos subsídios e nos salários, do congelamento das carreiras e das escandalosas reduções do pagamento do trabalho extraordinário, dos dias de férias e o roubo dos feriados.
  • Exigimos a reposição do poder de compra perdido. Os trabalhadores da Administração Pública sofreram neste período um corte no seu poder de compra superior a 20 por cento.
  • Denunciamos o aumento dos impostos, nomeadamente através da chamada «fiscalidade verde» que agrava os preços dos combustíveis rodoviários, gás e outros produtos essenciais, reflectindo-se nas nossas condições de vida.
  • Repudiamos a retórica eleitoralista do Governo que falseia a realidade, pretendendo criar a ilusão de alívio na situação das famílias e de recuperação da economia, falseando a própria informação.

Comunicado populações da Frente Comum - Greve Nacional 13 Março

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015


COMUNICADO ÀS POPULAÇÕES
GREVE NACIONAL DE 13 DE MARÇO

FAZEMOS GREVE PARA DEFENDER 
OS DIREITOS DOS CIDADÃOS!

Há muitas razões para estar solidário com a greve dos trabalhadores da Administração Pública. A defesa dos seus direitos é a defesa dos serviços públicos, da garantia de que todos, independentemente da sua situação económica e social, poderão ter acesso à Saúde, à Educação, à Segurança Social, à Justiça, à Cultura, ao Ambiente, à Água Pública, e à defesa do Poder Local democrático.

Defendemos o Serviço Nacional de Saúde

A falta de recursos humanos, o encerramento de várias unidades de saúde e de hospitais, o aumento brutal das taxas moderadoras causam uma situação de urgência nacional quanto ao Serviço Nacional de Saúde. Há pessoas que morrem por falta de atendimento nos hospitais e a responsabilidade é do Governo que insiste na não contratação de pessoal e na exploração desumana dos trabalhadores da saúde. Há pessoas que não recorrem ao SNS porque as taxas moderadoras são insuportáveis. Exigimos o direito à saúde para todos. 

Defendemos a Escola Pública

Exigimos o melhor para as nossas crianças e jovens. Defendemos meios humanos nas escolas, trabalhadores com direitos para que possam acompanhar as crianças e os jovens em todo o seu percurso escolar, fazendo da escola um espaço de crescimento e desenvolvimento harmonioso e integral do indivíduo. Exigimos o direito a uma escola pública de qualidade para todos. 

Defendemos a Segurança Social pública, universal e solidária

Exigimos o fim dos cortes nas pensões, abono de família digno e para todos e a melhoria das prestações sociais.

Defendemos a Justiça

Exigimos o acesso das populações aos tribunais, a reabertura dos tribunais que foram encerrados e a revisão e isenção das custas judiciais.

Defendemos o Poder Local democrático

Exigimos respeito pela autonomia das autarquias. Exigimos financiamento e recursos humanos adequados para que existam respostas de qualidade às populações. Combatemos a privatização dos serviços públicos da água e dos «lixos».

Somos contra o encerramento e privatização de serviços públicos

O governo tem vindo a encerrar centenas de serviços públicos: hospitais, escolas, serviços de finanças, serviços da segurança social, tribunais, entre outros, afastando os cidadãos cada vez mais destes serviços. Por outro lado, vai abrindo caminho à sua privatização, encarecendo-os e tornando-os inacessíveis à maior parte das pessoas, por motivos económicos. Recusamos o encerramento e privatização de serviços públicos, exigimos a reabertura dos serviços públicos encerrados e, para que possam ser prestados com qualidade a todos, exigimos a contratação de mais trabalhadores.

Defendemos o trabalho com direitos... 

Defendemos a inclusão dos trabalhadores precários nos quadros de pessoal dos serviços, o fim dos contratos de emprego e inserção (CEI) e de todas as formas de precariedade para a defesa da prestação de serviços públicos de qualidade. 

... e aumentos salariais

Os trabalhadores da administração pública, para além de serem dos mais penalizados com os cortes nos salários desde 2011, não têm qualquer aumento salarial desde 2009, o que faz com que, de forma agravada, sofram as políticas de empobrecimento que atingem os trabalhadores e a população em geral.

Há muitos motivos para apoiar esta greve 

Esta greve é pela defesa dos direitos das populações e, como tal, pela defesa dos direitos dos trabalhadores.

Esta greve é pela defesa do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, da Segurança Social, dos serviços públicos, das funções sociais do Estado, do direito a ter direitos. Esta greve defende o interesse público que é pertença de todos!

Dia 13 de Março, dê força à luta dos trabalhadores da Administração Pública. 
Em defesa da Constituição da República Portuguesa e de um futuro com dignidade para todos.
 

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