Os
Trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães assinalaram 3 dias de
luta e greve na passada semana, com iniciativas de rua todos diárias como forma de protesto contra as condições de trabalho, que se
têm vindo a agravar desde o início da pandemia. Em causa estão: o acordo empresa, cuja tentativa de
negociação se arrasta há mais de 2 anos por falta de resposta da Santa Casa; o
aumento dos salários e
diuturnidades; a regulação dos horários de
trabalho, que permitam a organização da vida pessoal e familiar dos trabalhadores;
o fim dos vínculos precários, com a
efectivação dos trabalhadores que exercem funções permanentes; a liberdade sindical dentro da
instituição, que tem sido objeto de bloqueio por parte da administração; e o
fim do assédio laboral que tem
fustigado os trabalhadores, assumindo formas como repressão, opressão, censura e perseguição.
Perante a
marcação de greve, a administração da Santa Casa respondeu aumentando a
perseguição aos trabalhadores, movendo dezenas de processos disciplinares
indevidos a trabalhadores que estiveram sempre na linha da frente perante a
pandemia por COVID-19, trabalhadores que abdicaram da sua vida pessoal quando
foi preciso dar resposta aos utentes da instituição. Esta administração não
reconhece o esforço e profissionalismo dos trabalhadores, pelo contrário
explora e humilha de forma que lembra a escravatura.
Os
trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia, com o apoio do CESP, não se deixam
intimidar, e avançaram para a luta com ações para além da greve:
- Segunda-feira 24 de Maio: Concentração em frente à sede da Santa Casa
da Misericórdia de Guimarães, que contou com a presença da
Dirigente do secretariado nacional do CESP Célia Lopes;
- Terça-feira 25 de Maio: Vigília no Largo do
Toural, em Guimarães;
-
Quarta-feira 26 de Maio: Manifestação
e desfile com início no Largo do Toural, em Guimarães, que
contou com a presença da Secretária Geral da CGTP-IN Isabel Camarinha.
No fim desta grande jornada de luta, os trabalhadores manifestaram a intenção de continuar caso a Administração da Santa Casa não responda às suas reivindicações.
Pela dignidade das condições de trabalho!