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CAMPANHA NACIONAL CONTRA A PRECARIEDADE PELO EMPREGO COM DIREITOS O princípio da segurança no emprego, previsto no art.º 53.º da ...
Política Reivindicativa da CGTP-IN para 2016
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
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Abaixo-assinado "Paz sim! NATO não! - Não à realização dos exercícios militares da NATO - 2015"
No quadro do reforço do seu carácter agressivo e expansionista, a NATO realiza entre 4 de Outubro e 6 de Novembro, em Portugal, Espanha e Itália, os maiores exercícios militares das últimas décadas. Estes exercícios ocorrem num momento em que se multiplicam situações de tensão, de conflito e de guerra, inclusive na Europa, e aumentam a insegurança e a instabilidade internacionais.
Comprometidas com a causa da Paz, da cooperação, do progresso e da justiça social e repudiando a realização destas manobras, que envolvem território nacional e forças militares portuguesas, dezenas de organizações das mais variadas áreas de intervenção, entre as quais a CGTP-IN e a União dos Sindicatos do Distrito de Braga, uniram-se para dar expressão pública à rejeição da participação das forças portuguesas em agressões militares da NATO a outros povos; à urgência da dissolução da NATO, do fim das armas nucleares e de extermínio em massa, do fim das bases militares estrangeiras e do desarmamento geral e controlado; e à reclamação perante as autoridades portuguesas do cumprimento das determinações da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas, em respeito pelo direito internacional, pela soberania dos Estados e pela igualdade de direitos dos povos.
A subscrição individual da petição "Paz sim! NATO não! - Não à realização dos exercícios militares da NATO - 2015" pode ser efectuada AQUI.
Publicação da CGTP-IN
Jornal
Resolução - É hora de mudar e romper com a política de direita!
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Resolução aprovada por unanimidade pelo Plenário Nacional de Sindicatos de 15 de Outubro de 2015.
RESOLUÇÃO
É HORA DE MUDAR E ROMPER COM A POLÍTICA DE DIREITA!
A CGTP-IN saúda as trabalhadoras, os trabalhadores e o povo que, com o seu voto, fizeram do dia 4 de Outubro, um Dia Nacional de Luta contra o Governo do PSD/CDS e a política de direita.
O sentido de voto da maioria do povo português rejeitou a política de exploração, de desigualdades e de empobrecimento levada a cabo pela coligação PSD/CDS. Estes dois partidos perderam mais de 700 mil votos, 12 pontos percentuais e 25 deputados, registando o segundo pior resultado desde 1976. Embora coligados, tiveram um resultado inferior ao conseguido apenas pelo PSD nas eleições legislativas de 2011.
Num contexto de forte chantagem e bipolarização, a luta desenvolvida pelos trabalhadores ao longo da legislatura que terminou, foi decisiva para derrotar a maioria absoluta parlamentar de PSD/CDS e determinante para reduzir significativamente a sua base política, social e eleitoral.
O dia 4 de Outubro confirmou que vale a pena lutar: o PSD e o CDS foram fortemente penalizados e estão hoje em minoria na Assembleia da República.
São, por isso, inadmissíveis as pressões dos diversos agentes do capital económico e financeiro que, em articulação com o Presidente da República e em confronto com a opção de voto expressa pela maioria dos portugueses, recorre a todos os meios para, a pretexto de uma falsa estabilidade política, perpetuar o PSD/CDS no governo e a política de ataque aos direitos laborais e sociais.
A nova correlação de forças na Assembleia da República, potencia melhores condições para responder aos inúmeros problemas e desafios com que os trabalhadores e o povo estão confrontados e proporciona uma situação mais favorável para dar continuidade à luta pela afirmação dos direitos e valores de Abril.
Mas, para que tal ocorra, é indispensável que os partidos que dispõem, agora, de uma maioria parlamentar respeitem e assegurem a vontade de mudança e converjam na efectivação de uma política que coloque os interesses dos trabalhadores e do povo como elementos estruturantes para a coesão económica e social e o desenvolvimento do país.
VALORIZAR O TRABALHO E OS TRABALHADORES!
A mudança de política que se deseja e exige é indissociável da ruptura com a política de direita e da rejeição das denominadas “reformas estruturais”, responsáveis pela desregulação das relações de trabalho e a degradação da situação social do país.
Para a CGTP-IN, é preciso derrotar a introdução do contrato único e do despedimento sem justa causa defendidos pelo PSD/CDS, combater o desemprego, pôr termo à precariedade, aos baixos salários, ao aumento e desregulamentação dos horários e à brutal transferência dos rendimentos do trabalho para o capital.
Depois das eleições, é tempo de concretizar as promessas de travar e reverter o processo de privatização e concessão de empresas públicas a operadores privados. O Estado não pode ficar refém dos ditames do poder económico e financeiro nem esbulhado da riqueza produzida no país, que tem sido desviada, sob a forma de dividendos, para o estrangeiro.
A chamada “consolidação orçamental” e as medidas que a consubstanciam têm de ser travadas: sendo apresentada como se de mera disciplina das finanças públicas se tratasse, a “consolidação orçamental” está a ser usada para reconfigurar a concepção do Estado, privatizando serviços e subvertendo os princípios constitucionais da Escola Pública, do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social.
A CGTP-IN rejeita propostas que visem a diminuição de verbas para a Saúde e Educação ou que tenham como consequência o congelamento e cortes nas pensões em pagamento, novos aumentos da idade da reforma e reduções no valor das pensões a atribuir no futuro.
A política alternativa de que o país precisa e o povo exige implica o fim das regras da “governação económica” que ameaçam a nossa soberania e o nosso futuro, pois retiram ao Estado os meios financeiros necessários ao desenvolvimento e ao crescimento e remetem o país para uma situação cada vez mais periférica. Uma política de esquerda e soberana que, respondendo ao sentido de voto maioritário do eleitorado, valorize o trabalho e os trabalhadores, promova uma justa distribuição da riqueza, a criação de emprego com direitos, a aposta na produção nacional, a defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado,a afirmação de Portugal como país independente, desenvolvido e soberano.
Este é o momento certo para pôr fim à política anti-laboral e anti-social, para revogar as normas gravosas do Código do Trabalho e da Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas, para repor os direitos e os rendimentos cortados, para exigir o aumento geral dos salários, do salário mínimo nacional, das pensões, da protecção e dos apoios sociais aos desempregados e às famílias, para assegurar a dinamização da contratação colectiva e efectivar as 35 horas semanais para os trabalhadores dos sectores público e privado sem redução de salários. A materialização da política alternativa que preconizamos é indissociável de uma política fiscal que incida mais sobre os rendimentos do capital e alivie os das famílias, uma política que salvaguarde os interesses nacionais com a renegociação da dívida e a rejeição do Tratado Orçamental.
MAIS INTERVENÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO
REFORÇAR A ORGANIZAÇÃO
INTENSIFICAR A LUTA E VALORIZAR RESULTADOS
A luta dos trabalhadores, a partir dos locais de trabalho, tem sido determinante para conquistar aumentos salariais, a passagem de trabalhadores com vínculos precários ao quadro de efectivos, a defesa e afirmação de direitos individuais e colectivos. Neste sentido, releva-se o recente Acórdão do Tribunal Constitucional que reconheceu a legitimidade de centenas de ACEP acordados entre os Sindicatos da CGTP-IN e autarquias, sobre as 35 horas de trabalho semanal. Esta decisão constitui uma derrota para o governo, confirma a validade de acordos celebrados com instituições públicas e não homologados pelo Ministério das Finanças e dá mais força à exigência da reposição das 35 horas a todos os trabalhadores da Administração Pública.
A acção nos locais de trabalho constitui neste contexto um elemento fundamental para esclarecer, mobilizar e reforçar as reivindicações dos trabalhadores face à nova representação parlamentar resultante das eleições de 4 de Outubro.
Neste sentido, o Plenário de Sindicatos reafirma as decisões do Conselho Nacional da CGTP-IN:
- Intensificar a intervenção nos locais de trabalho dos sectores privado, público e empresarial do Estado, exigindo resposta positiva às reivindicações de melhoria das condições de vida e de trabalho, realizando para o efeito as lutas necessárias para a concretização destes objectivos;
- Reforçar a acção sindical integrada, fortalecendo a organização de base e adoptando medidas específicas para aumentar a sindicalização, promover a acção reivindicativa, a defesa e melhoria da contratação colectiva e alargar, ainda mais, a influência dos sindicatos;
- Solicitar reuniões aos partidos políticos com representação parlamentar para apresentar os eixos estruturantes da Política Reivindicativa da CGTP-IN para 2016 e reclamar que dêem suporte legislativo;
- Prosseguir as comemorações do 45.º aniversário da CGTP-IN, que assumem maior relevância num tempo de luta pela valorização do trabalho, pela justiça social e pelo desenvolvimento do país. Uma acção alicerçada no carácter de classe e de massas deste movimento sindical, que se reforça com o aprofundamento da unidade, independência, democracia e solidariedade;
- Apelar aos trabalhadores e à população para que se associem ao desfile “Sim à Paz / Não aos exercícios militares da NATO!”, a realizar no dia 24 de Outubro, em Lisboa, às 15h00, da Rua do Carmo para a Praça Luís de Camões;
- Saudar a Inter-Reformados e o seu 25.º aniversário, que se comemora no dia 10 de Novembro e, por seu intermédio, reafirmar a solidariedade inter-geracional da CGTP-IN com todos os reformados e pensionistas, pelo direito a pensões valorizadas e a uma vida digna;
- Planificar, em simultâneo com o desenvolvimento e intensificação da acção reivindicativa e da luta, o trabalho de discussão e envolvimento dos activistas sindicais e dos trabalhadores na preparação do XIII Congresso da CGTP-IN, que se realiza nos dias 26 e 27 de Fevereiro de 2016, em Almada.
Lisboa, 15 de Outubro de 2015
O Plenário de Sindicatos
Plenário Nacional de Sindicatos da CGTP-IN encheu o Fórum Lisboa
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Plenário Nacional de Sindicatos da CGTP-IN encheu o Fórum Lisboa com a participação de mais de meia centena de dirigentes e delegados sindicais do distrito de Braga em representação dos mais diversos sectores de actividade.
A CGTP-IN realizou ontem, dia 15 de Outubro, um grande Plenário Nacional de Sindicatos, no Fórum Lisboa. Foi dos Plenários sindicais mais participados dos últimos tempos, contou com a participação de dirigentes e delegados vindos de diversos pontos do país e, também, com o entusiasmo de todos aqueles que se reviram na vitória alcançada, no passado dia 4 de Outubro, com a luta dos trabalhadores e que derrotou a coligação do Governo PSD/CDS.
No Plenário identificou-se que a nova correlação de forças na Assembleia da República, potencia melhores condições para responder aos inúmeros problemas e desafios com que os trabalhadores e o povo estão confrontados e proporciona uma situação mais favorável para dar continuidade à luta pela afirmação dos direitos e valores de Abril.
Porém, a CGTP-IN não deixou de alertar para a necessidade dos partidos que dispõem, agora, de uma maioria parlamentar que respeitem e assegurem a vontade de mudança e convirjam na efectivação de uma política que coloque os interesses dos trabalhadores e do povo como elementos estruturantes para a coesão económica e social e o desenvolvimento do país.
As conclusões do encontro poder-se-ão sintetizar em sete pontos:
- Intensificar a intervenção nos locais de trabalho dos sectores privado, público e empresarial do Estado, exigindo resposta positiva às reivindicações de melhoria das condições de vida e de trabalho, realizando para o efeito as lutas necessárias para a concretização destes objectivos;
- Reforçar a acção sindical integrada, fortalecendo a organização de base e adoptando medidas específicas para aumentar a sindicalização, promover a acção reivindicativa, a defesa e melhoria da contratação colectiva e alargar, ainda mais, a influência dos sindicatos;
- Solicitar reuniões aos partidos políticos com representação parlamentar para apresentar os eixos estruturantes da Política Reivindicativa da CGTP-IN para 2016 e reclamar que dêem suporte legislativo;
- Prosseguir as comemorações do 45.º aniversário da CGTP-IN, que assumem maior relevância num tempo de luta pela valorização do trabalho, pela justiça social e pelo desenvolvimento do país. Uma acção alicerçada no carácter de classe e de massas deste movimento sindical, que se reforça com o aprofundamento da unidade, independência, democracia e solidariedade;
- Apelar aos trabalhadores e à população para que se associem ao desfile "Sim à Paz / Não aos exercícios militares da NATO!", a realizar no dia 24 de Outubro, em Lisboa, às 15h00, da Rua do Carmo para a Praça Luís de Camões;
- Saudar a Inter-Reformados e o seu 25.º aniversário, que se comemora no dia 10 de Novembro e, por seu intermédio, reafirmar a solidariedade inter-geracional da CGTP-IN com todos os reformados e pensionistas, pelo direito a pensões valorizadas e a uma vida digna;
- Planificar, em simultâneo com o desenvolvimento e intensificação da acção reivindicativa e da luta, o trabalho de discussão e envolvimento dos activistas sindicais e dos trabalhadores na preparação do XIII Congresso da CGTP-IN, que se realiza nos dias 26 e 27 de Fevereiro de 2016, em Almada.
XIII Congresso da CGTP-IN está a chegar!
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Sobre as conclusões da reunião do Conselho Nacional da CGTP-IN de 14 de Outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Declarações de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, sobre as conclusões da reunião do Conselho Nacional da CGTP-IN de 14 de Outubro de 2015.
"O sentido de voto da maioria do povo português rejeitou a política de exploração, de desigualdades e de empobrecimento levada a cabo pela coligação PSD-CDS" pode ler-se na Resolução aprovada pelo Conselho Nacional da CGTP-IN, para debater e analisar os resultados eleitorais, analisar o processo pós-eleições em curso e perspectivar as acções a desenvolver nos próximos tempos.
Ver Resolução do Conselho Nacional da CGTP-IN
Ver Resolução do Conselho Nacional da CGTP-IN
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É hora de mudar e romper com a política de direita!
RESOLUÇÃO
É HORA DE MUDAR E ROMPER COM A POLÍTICA DE DIREITA!
O Conselho Nacional da CGTP-IN saúda as trabalhadoras, os trabalhadores e o povo que, com o seu voto, fizeram do dia 4 de Outubro, um Dia Nacional de Luta contra o Governo do PSD-CDS e a política de direita.
O sentido de voto da maioria do povo português rejeitou a política de exploração, de desigualdades e de empobrecimento levada a cabo pela coligação PSD-CDS. Estes dois partidos perderam mais de 700 mil votos, 12 pontos percentuais e 25 deputados, registando o segundo pior resultado desde 1976. Embora coligados, tiveram um resultado inferior ao conseguido apenas pelo PSD nas eleições legislativas de 2011.
Num contexto de forte chantagem e bipolarização, a luta desenvolvida pelos trabalhadores ao longo da legislatura que terminou, foi decisiva para derrotar a maioria absoluta parlamentar de PSD/CDS e determinante para reduzir significativamente a sua base política, social e eleitoral.
O dia 4 de Outubro confirmou que vale a pena lutar: o PSD e o CDS foram fortemente penalizados e estão hoje em minoria na Assembleia da República.
São, por isso, inadmissíveis as pressões dos diversos agentes do capital económico e financeiro que, em articulação com o Presidente da República e em confronto com a opção de voto expressa pela maioria dos portugueses, recorre a todos os meios para, a pretexto de uma falsa estabilidade política, perpetuar o PSD/CDS no governo e a política de ataque aos direitos laborais e sociais.
A nova correlação de forças na Assembleia da República, potencia melhores condições para responder aos inúmeros problemas e desafios com que os trabalhadores e o povo estão confrontados e proporciona uma situação mais favorável para dar continuidade à luta pela afirmação dos direitos e valores de Abril.
Mas, para que tal ocorra, é indispensável que os partidos que dispõem, agora, de uma maioria parlamentar respeitem e assegurem a vontade de mudança e convirjam na efectivação de uma política que coloque os interesses dos trabalhadores e do povo como elementos estruturantes para a coesão económica e social e o desenvolvimento do país.
VALORIZAR O TRABALHO E OS TRABALHADORES!
A mudança de política que se deseja e exige é indissociável da ruptura com a política de direita e da rejeição das denominadas "reformas estruturais", responsáveis pela desregulação das relações de trabalho e a degradação da situação social do país.
Para a CGTP-IN, é preciso derrotar a introdução do contrato único e do despedimento sem justa causa defendidos pelo PSD\CDS, combater o desemprego, pôr termo à precariedade, aos baixos salários, ao aumento e desregulamentação dos horários e à brutal transferência dos rendimentos do trabalho para o capital.
Depois das eleições, é tempo de concretizar as promessas de travar e reverter o processo de privatização e concessão de empresas públicas a operadores privados. O Estado não pode ficar refém dos ditames do poder económico e financeiro nem esbulhado da riqueza produzida no país, que tem sido desviada, sob a forma de dividendos, para o estrangeiro.
A chamada "consolidação orçamental" e as medidas que a consubstanciam têm de ser travadas: sendo apresentada como se de mera disciplina das finanças públicas se tratasse, a "consolidação orçamental" está a ser usada para reconfigurar a concepção do Estado, privatizando serviços e subvertendo os princípios constitucionais da Escola Pública, do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social.
A CGTP-IN rejeita propostas que visem a diminuição de verbas para a Saúde e Educação ou que tenham como consequência o congelamento e cortes nas pensões em pagamento, novos aumentos da idade da reforma e reduções no valor das pensões a atribuir no futuro.
A política alternativa de que o país precisa e o povo exige implica o fim das regras da "governação económica" que ameaçam a nossa soberania e o nosso futuro, pois retiram ao Estado os meios financeiros necessários ao desenvolvimento e ao crescimento e remetem o país para uma situação cada vez mais periférica. Uma política de esquerda e soberana que, respondendo ao sentido de voto maioritário do eleitorado, valorize o trabalho e os trabalhadores, promova uma justa distribuição da riqueza, a criação de emprego com direitos, a aposta na produção nacional, a defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, a afirmação de Portugal como país independente, desenvolvido e soberano.
Este é o momento certo para pôr fim à política anti-laboral e anti-social, para revogar as normas gravosas do Código do Trabalho e da Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas, para repor os direitos e os rendimentos cortados, para exigir o aumento geral dos salários, do salário mínimo nacional, das pensões, da protecção e dos apoios sociais aos desempregados e às famílias, para assegurar a dinamização da contratação colectiva e efectivar as 35 horas semanais para os trabalhadores dos sectores público e privado sem redução de salários. A materialização da política alternativa que preconizamos é indissociável de uma política fiscal que incida mais sobre os rendimentos do capital e alivie os das famílias, uma política que salvaguarde os interesses nacionais com a renegociação da dívida e a rejeição do Tratado Orçamental.
MAIS INTERVENÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO
REFORÇAR A ORGANIZAÇÃO
INTENSIFICAR A LUTA E VALORIZAR RESULTADOS
A luta dos trabalhadores, a partir dos locais de trabalho, tem sido determinante para conquistar aumentos salariais, a passagem de trabalhadores com vínculos precários ao quadro de efectivos, a defesa e afirmação de direitos individuais e colectivos. Neste sentido, releva-se o recente Acórdão do Tribunal Constitucional que reconheceu a legitimidade de centenas de ACEP acordados entre os Sindicatos da CGTP-IN e autarquias, sobre as 35 horas de trabalho semanal. Esta decisão constitui uma derrota para o governo, confirma a validade de acordos celebrados com instituições públicas e não homologados pelo Ministério das Finanças e dá mais força à exigência da reposição das 35 horas a todos os trabalhadores da Administração Pública.
A acção nos locais de trabalho constitui neste contexto um elemento fundamental para esclarecer, mobilizar e reforçar as reivindicações dos trabalhadores face à nova representação parlamentar resultante das eleições de 4 de Outubro.
Neste sentido, o Conselho Nacional da CGTP-IN decide:
- Intensificar a intervenção nos locais de trabalho dos sectores privado, público e empresarial do Estado, exigindo resposta positiva às reivindicações de melhoria das condições de vida e de trabalho, realizando para o efeito as lutas necessárias para a concretização destes objectivos;
- Reforçar a acção sindical integrada, fortalecendo a organização de base e adoptando medidas específicas para aumentar a sindicalização, promover a acção reivindicativa, a defesa e melhoria da contratação colectiva e alargar, ainda mais, a influência dos sindicatos;
- Solicitar reuniões aos partidos políticos com representação parlamentar para apresentar os eixos estruturantes da Política Reivindicativa da CGTP-IN para 2016 e reclamar que dêem suporte legislativo;
- Prosseguir as comemorações do 45º aniversário da CGTP-IN, que assumem maior relevância num tempo de luta pela valorização do trabalho, pela justiça social e pelo desenvolvimento do país. Uma acção alicerçada no carácter de classe e de massas deste movimento sindical, que se reforça com o aprofundamento da unidade, independência, democracia e solidariedade;
- Apelar aos trabalhadores e à população para que se associem ao desfile "Sim à Paz / Não aos exercícios militares da NATO!", a realizar no dia 24 de Outubro, em Lisboa, às 15h00, da Rua do Carmo para a Praça Luís de Camões;
- Saudar a Inter-Reformados e o seu 25º aniversário, que se comemora no dia 10 de Novembro e, por seu intermédio, reafirmar a solidariedade inter-geracional da CGTP-IN com todos os reformados e pensionistas, pelo direito a pensões valorizadas e a uma vida digna;
- Planificar, em simultâneo com o desenvolvimento e intensificação da acção reivindicativa e da luta, o trabalho de discussão e envolvimento dos activistas sindicais e dos trabalhadores na preparação do XIII Congresso da CGTP-IN, que se realiza nos dias 26 e 27 de Fevereiro de 2016, em Almada.
Maioria dos trabalhadores e do povo votou contra a coligação PSD/CDS e a política de direita
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Nas eleições de 4 de Outubro, os trabalhadores e o povo votaram maioritariamente contra o Governo PSD/CDS, contra a política de direita, contra os cortes nos salários e nas pensões, contra o ataque à contratação colectiva e os direitos laborais e sociais, a precariedade e o desemprego, o aumento da carga fiscal sobre os trabalhadores e os pensionistas, as privatizações, a destruição da Escola Pública e do Serviço Nacional de Saúde e a tentativa de transformar a Segurança Social pública, universal e solidária, num sistema assistencialista.
Com uma abstenção elevada, este processo eleitoral fica ainda marcado por factos e números que confirmam a forte penalização da coligação PSD/CDS. Nestas eleições perderam mais de 700 mil votos, caíram 12 pontos percentuais e perderam mais de 20 deputados, sendo este o seu segundo pior resultado desde 1976. Acresce que, em 2015, PSD e CDS juntos tiveram um resultado inferior ao obtido apenas pelo PSD nas eleições para a Assembleia da República de 2011.
Num contexto de forte chantagem e bipolarização, a luta desenvolvida pelos trabalhadores ao longo desta legislatura foi, mais uma vez, determinante para derrotar a maioria absoluta do Governo do PSD/CDS e fundamental para esvaziar a base eleitoral da coligação destes partidos. O PSD e o CDS estão hoje em minoria na Assembleia da República!
Neste quadro, a nova composição do Parlamento perspectiva maiores potencialidades para responder aos inúmeros problemas e desafios com que os trabalhadores e o povo estão confrontados e para a efectivação de uma política contra a exploração, as desigualdades e o empobrecimento.
Tal facto implica que os restantes partidos que hoje constituem a maioria na Assembleia da República concretizem os compromissos assumidos com o eleitorado e convirjam na defesa de propostas que respondam às necessidades e anseios dos trabalhadores e na rejeição da perpetuação da política do PSD/CDS.
Este é o momento certo para construir uma alternativa que, respondendo ao sentido de voto maioritário do eleitorado, abra as portas a uma nova política, que valorize o trabalho e os trabalhadores, promova uma justa distribuição da riqueza, a criação de emprego com direitos, a aposta na produção nacional, a defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, a afirmação de Portugal como país independente e soberano.
Este é o momento certo para pôr termo à política anti-laboral e anti-social, para revogar as normas gravosas do Código do Trabalho e da Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas, para exigir o aumento geral dos salários, do SMN e das pensões, a melhoria da protecção social e dos apoios para os desempregados e as famílias, para assegurar a dinamização da contratação colectiva e reverter o processo de privatizações.
Este é o tempo para a implementação de uma política fiscal que incida sobre os rendimentos do capital e alivie os das famílias, uma política que salvaguarde os interesses nacionais, com a renegociação da dívida e a rejeição do Tratado Orçamental.
O dia 4 de Outubro confirmou que vale a pena lutar. Os trabalhadores e o povo pronunciaram-se pela mudança de governo e de política. Compete ao Presidente da República respeitar o sentido de voto e a vontade popular.
A CGTP-IN convocou, para os dias 14 e 15 de Outubro, o Conselho Nacional e o Plenário de Sindicatos, respectivamente, para perspectivar a intensificação da luta reivindicativa nos locais de trabalho da Administração Pública, do sector empresarial do Estado e do sector privado, com vista a responder aos problemas com que os trabalhadores e suas famílias se debatem.
A CGTP-IN saúda os trabalhadores e trabalhadoras e exorta-os a prosseguir e intensificar a luta nos locais de trabalho em torno das suas reivindicações específicas, sendo que, em simultâneo, irá apresentar a sua Política Reivindicativa para 2016 aos partidos políticos com assento parlamentar, confrontando cada um com as reivindicações e propostas que concretizam uma política verdadeiramente alternativa, de esquerda e soberana.
Sindicato Têxtil com as trabalhadoras da Hammacab
Na passada sexta-feira os trabalhadores da empresa têxtil Hammacab, Lda. reuniram com o Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes nas instalações da União dos Sindicatos do Distrito de Braga.
Aos trabalhadores desta empresa de Braga ainda não foram pagos os subsídios de Natal de 2014, subsídio de férias de 2015 e os salários dos meses de Maio e Agosto de 2015, tendo por esse motivo requerido a suspensão dos contratos de trabalho.
A empresa recusa-se a emitir os documentos para o acesso ao desemprego por parte dos trabalhadores. Entretanto o processo arrasta-se, tornando esta situação como mais um caso em que a burocracia está a dificultar. A lei protege os mais fortes em detrimento dos mais fracos.
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Sindicato Têxtil,
Trabalho
Interjovem/Braga - Dia 4 de Outubro vamos tomar partido e votar
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
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Documento Interjovem/Braga
Somos jovens e não desistimos!
Dia 4 de Outubro, vamos tomar partido e votar para abrir o caminho do nosso futuro!
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